GONÇALO BYRNE ARQUITECTOS
 

aveiro, portugal

1992-1998

 
 

Photos: Fernando Guerra FG+SG Photography

Rectory of the University of Aveiro

The University of Aveiro Campus is governed by a “General Plan of Urbanization of the Campus of Santiago” (PGUC) designed by Nuno Portas, where the rules of settlement, but also for other elements such as the materials, are clearly defined in order to safeguard, both at the level of the public space and the buildings themselves, a clear hierarchy of relationships and a unitary image. Its building process involved a considerable number of renowned architects (Vítor Figueiredo, Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura, Alcino Soutinho, Adalberto Dias, among others) designing a vast set of buildings that today constitute a unique architectural heritage, which led the University of Aveiro to create the “Open Museum of Contemporary Portuguese Architecture” and providing guided visits as well.

Taking into account the PGUC, the Rectory building is located orthogonal to the Alameda in the hinge between it and the Central Square, reinforcing its centrality by defining the intersection of the two directions. This effect of rotation is accentuated by the roof which “hangs” over the angle of the building and extends over the entrance and the main atrium. In turn, the curved rooftop of the auditorium volume announces the Campus to those who arrive from outside and mark the main entrance of the building.

The interior reflects in its organization the microcosm resulting from the complex activities of the university community it welcomes, seeking to confer the contemporary expression of what has historically been, by way of example, the convent typology (used in buildings of this type). In this sense, the design follows a mixed typology, crossing the elongated block typology with the closed quadrangular typology, which allows, from a very simple and continuous distributive scheme, to articulate several spaces with different functions and characteristics.

The servant spaces (the monumental atrium, the “impluvium atrium, the “street,” the corridors and the galleries, and inclusively the raised garden on the roof) are understood as a continuous extension of the exterior space, transporting into the interior space the urban sense of an inner “micro-city”.

 
 

Português

O Campus da Universidade de Aveiro é regido pelo “Plano Geral de Urbanização do Campus de Santiago” (PGUC) definido por Nuno Portas, onde as regras de assentamento, como para outros elementos tais como os materiais, estão claramente definidas a fim de salvaguardar, tanto ao nível do espaço público, como dos próprios edifícios, uma clara hierarquia de relações e a sua imagem unitária. O seu processo de edificação envolveu um número considerável de arquitectos de renome (Vítor Figueiredo, Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura, Alcino Soutinho, Adalberto Dias, entre outros) e um vasto conjunto de edifícios que constituem, hoje, um património arquitectónico singular, que levou a Universidade de Aveiro a criar o “Museu Aberto de Arquitectura Portuguesa Contemporânea” proporcionando visitas guiadas.

Tendo em consideração o PGUC, o edifício da Reitoria implanta-se ortogonalmente à Alameda na charneira entre esta e a Praça Central, reforçando a sua centralidade ao marcar a intersecção das duas direcções. Este efeito de rotação é acentuado pela cobertura que, à semelhança de um grande tecto comum, “paira” sobre o ângulo do edifício e se prolonga sobre a entrada e o átrio principal. Por sua vez, o volume do auditório de cobertura curva anuncia o Campus a quem chega do exterior e marca a entrada principal do edifício.

O interior espelha, na sua organização, o microcosmos resultante das complexas actividades da comunidade universitária que acolhe, procurando conferir a expressão contemporânea do que historicamente foi, a título de exemplo, a tipologia conventual (utilizada em edifícios deste cariz). Neste sentido, optou-se por uma situação tipológica mista, cruzando a tipologia de bloco alongado com a tipologia quadrangular fechada, que permite, a partir de um esquema distributivo bastante simples e contínuo, articular vários espaços com funções e características díspares.

Os espaços servidores (átrio monumental, átrio “impluvium”, “rua”, corredores e galerias e, inclusivamente, o jardim elevado na cobertura) são entendidos como uma extensão contínua dos espaços exteriores, transportando para o espaço interior esse sentido urbano de uma “micro-cidade” interiorizada.