GONÇALO BYRNE ARQUITECTOS
 

coimbra, portugal

2005-2011

 
 

Coauthor: BB Arquitectos (José Barra)

 

Photos: Fernando GuerrA FG+SG PHOTOGRAPHY

Rehabilitation of the Pátio das Escolas of the University of Coimbra

The history of the University of Coimbra is inseparable from the expression of its urban and architectural heritage, as the city itself was built based on the idea of the University as its centre and morphological generator. The occupation of the old Royal Palace of the Alcáçova by the General Studies took place in 1537, by concession of D. João III and named of Pátio das Escolas [Schools’ Patio] after the definitive acquisition by the University in 1597 to D. Filipe I. The old Royal Palace and its courtyard enjoyed an exceptional topographic context at the top of the hill overlooking the surrounding city at its feet and the Mondego River.

Having been used as car parking for the last years, the rehabilitation of the Pátio das Escolas sought to recover this unique condition of the university palace and its relationship with the city, contributing to the comprehension of the historical memory of the space, and to its contemporary renewal as a symbolic centre of the University.

The proposal for the resurfacing of the courtyard (which also safeguards the existing architectural heritage in the subsoil) sought to ensure and reinforce its institutional scale while simultaneously inducing a cosy and comfortable urban environment.

It is an operation of great containment and subtlety, which intended to preserve much of the existing surface, specially the old peripheral contour in stone that now delimits a grit terreiro [yard] evoking the old patio of arms, where several new paths are drawn connecting the singular elements of the Palace. On the whole, the new paths form an irregular pattern, nevertheless articulating the geometrical heterogeneity of the surrounding buildings and thus creating a unifying reading of the space.

Along the façade of the Colégio de S. Pedro [St. Peter's College], there is a small tree-lined avenue, creating a shaded space to relax, talk, or just enjoy the beauty of the surrounding space and the magnificent view over the Mondego valley.

 
 

Português

A história da Universidade de Coimbra é indissociável da expressão do seu património arquitectónico e urbano, como a própria cidade se construiu a partir da ideia da Universidade como centro e geratriz morfológica. A ocupação do Antigo Paço Real da Alcáçova pelos Estudos Gerais ocorre em 1537, por concessão de D. João III, passando a denominar-se de Pátio das Escolas, após a aquisição definitiva, pela Universidade, a D. Filipe I, em 1597. O antigo Palácio Real e o respectivo pátio desfrutavam de um excepcional contexto topográfico no cimo da colina com vista para a cidade envolvente aos seus pés e o rio Mondego.

Tendo sido utilizado como estacionamento automóvel durante os últimos anos, a reabilitação do Pátio das Escolas procurou recuperar esta condição singular do palácio universitário na sua relação com a cidade, contribuindo para a compreensão da própria memória histórica do espaço, e para a sua renovação enquanto centro simbólico da Universidade.

A proposta de repavimentação do Pátio (que permite salvaguardar, igualmente, o património arqueológico existente no subsolo) procurou assegurar e reforçar a escala institucional, que lhe é inerente e, simultaneamente, induzir um ambiente urbano acolhedor e confortável. Trata-se de uma operação de grande contenção e subtileza, que procurou preservar grande parte da superfície existente, nomeadamente a do magnífico lajedo de pedra periférico, que passa a delimitar um terreiro de saibro, invocando o antigo Pátio de armas, onde surgem vários percursos que ligam os pontos notáveis do Paço. No seu conjunto, os percursos formam um padrão irregular que, porém, se articula com a diversidade geométrica dos edifícios envolventes, criando uma leitura unificadora do espaço.

Ao longo da fachada do colégio de S. Pedro, passa a existir uma pequena alameda de árvores, criando um espaço de sombra para descansar, conversar ou desfrutar, simplesmente, da beleza do espaço em redor e da magnífica vista sobre o vale do Mondego.